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Braga mostra na Galiza como foi construída Capital Portuguesa da Cultura

Relação com o público galego é intensificada com exposição de fotografia que estará patente durante todo o mês de Abril na Oficina de Turismo Porto e Norte de Portugal, em Santiago de Compostela.

A Braga 25 Capital Portuguesa da Cultura intensifica, a partir de hoje, a sua relação com o público da Galiza, inaugurando uma exposição de fotografia em Santiago de Compostela onde desvenda um pouco da forma como foi construído o projeto cultural da cidade do Norte de Portugal ao longo dos últimos anos.

“Segundo Plano” reúne imagens de Lais Pereira, fotógrafa que acompanhou este processo ao longo dos últimos anos, propondo uma leitura alternativa da cidade de Braga que explora uma geografia do quotidiano que se desenrola paralelamente à imagem cristalizada pela fotografia turística. A exposição estará patente na Oficina do Turismo Porto e Norte de Portugal, na Rua do Vilar, no centro de Santiago de Compostela, até 30 de Abril.

A exposição revisita imagens do longo processo lançado por Braga em 2018, quando começou a construir uma estratégia cultural para a década 2020-2030, que tem vindo a ser implementada. Nesse caminho inseriu-se também a candidatura da cidade a Capital Europeia da Cultura 2027, corrida em que Braga foi finalista – tendo perdido a decisão final para Évora.

O dossiê de candidatura de Braga a Capital Europeia da Cultura dava grande importância às relações entre os dois lados do Minho, propondo um conjunto de projetos de colaboração entre artistas e outros agentes culturais da Galiza e do Norte de Portugal. Uma parte considerável desse esforço de ligação transfronteiriça é recuperada na Braga 25 Capital Portuguesa da Cultura.

O galego Manuel Bouzas, um dos responsáveis pela representação espanhola na Bienal de Arquitetura de Veneza, é um dos oito arquitetos que integram a primeira edição do Festival de Arquitetura e Arte Forma da Vizinhança.

Estes criadores foram desafiados a desenhar instalações arquitetónicas temporárias para oito espaços periféricos da cidade, como os bairros das Parretas ou das Fontainhas. Estas estruturas vão depois ser ativadas por artistas, num programa que começa a 31 de maio e se estende durante todo o Verão.

O programa de cinema expandido da Braga 25, Cinex, também dá especial atenção à Galiza. A 24 de Maio estreiam-se em Braga filmes de duas cineastas e artistas visuais galegas, Antía Carreira e Bea Saiáns.

Pupa, vídeo-ensaio de Antía Carreira, explora o corpo em pessoas trans e não binárias galegas, presas entre diagnósticos e normas fixas; enquanto Plumass, de Bea Saiáns, reflete sobre esta palavra que, na gíria espanhola, tem servindo como ofensa à comunidade homossexual, especialmente, homens gays.